Somos uma comunidade de pessoas que compartilham do desejo de viver a mensagem de Jesus de forma a incluir, e não excluir; curar, e não ferir; pacificar, e não guerrear; encorajar, e não desanimar; libertar, e não aprisionar; incentivar a liberdade e criatividade de pensamento.

Estamos ligados a FUICM (Fraternidade Universal das Igrejas da Comunidade Metropolitana)  Região Ibero-america coordenada pelo Reverendo Bispo Hector Gutierrez.

HomeLiturgiaSacramentosBatismoBatismo de Crianças

Batismo de Crianças

A Igreja Cristã começou no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi dado aos discípulos de Cristo (At 2:1-4). Neste dia o apostolo Pedro anunciou o evangelho e chamou seus ouvintes ao arrependimento, à fé em Cristo e ao Batismo, disse-lhes que estas promessas eram para os crentes e seus filhos (At 2:38-39). As pessoas que se convertiam eram batizadas com toda sua família: Paulo batizou Lidia e sua família (At 16:15), o carcereiro e todos os seus (At 16:32-33) e a família de Estéfanas (1Co 1:16).

No ano 215, Hipólito escreveu: "batize-se primeiro as crianças, e se elas podem falar, deixe-as falar. Se não, que seus pais ou outros parentes falem por elas" (Tradição Apostólica 21,16).

As igrejas cristãs que descendem da reforma do século 16 batizam crianças recém nascidas criadas por pessoas crentes. Entre estes estão os Luteranos, Anglicanos, Presbiterianos, Metodistas e Igreja do Nazareno.

No século 16 surgiu um movimento de reforma radical (Fundamentalista), cujos participantes se tornaram conhecidos como anabatistas, batizando apenas capazes de dar uma afirmação pessoal da fé e, portanto negando o batismo às crianças recém-nascidas. Entre as igrejas que jamais batizam crianças recém-nascidas estão: os batistas, a maioria das igrejas pentecostais e os adventistas. As Testemunhas de Jeová e os Mórmons também não batizam crianças.

Estas igrejas fazem, no máximo, uma mera apresentação das crianças durante uma reunião da igreja. Baseiam esta cerimônia no fato de José e Maria terem apresentado o menino Jesus no Templo, mas se esquecem que Jesus também foi circuncidado ao 8º dia (Lucas 2:21-24). Na Nova Aliança o batismo, que substitui a ―circuncisão‖ (Cl 2:11-12), incorpora a pessoa ao povo de Jesus, a igreja (Gl 3:27-28).

Para as igrejas históricas ―Os que se negam o batismo às crianças cometem um grave erro, não permitem a milhares de pequeninos terem uma família e lar espiritual.‖

Raciocinam:

1. A Igreja é a comunidade dos discípulos, o povo de Deus da Nova aliança, a família da fé, o corpo de Cristo e a Noiva pela qual Cristo morreu para que pudesse santificá-la e purificá-la (Atos 6:2; Gálatas 6:10; Efésios 1:23; Efésios 5:25-26).

2. É através do batismo que a pessoa é consagrada em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, se torna um discípulo e recebida como membro na igreja (Mateus 28:19; Atos 2:41).

3. Logo, a criança que não é batizada não é membro da igreja de Cristo, portanto não tem uma família nem um lar espiritual; é apenas um visitante ou freqüentador da igreja.

No que diz respeito à Salvação as crianças não correm qualquer perigo se não forem batizadas. Bastava lembrar-lhes a palavra de Jesus: ―Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus‖ (Lucas 18:16); ―Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor‖ (Mateus 21:16); ―Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou‖ (Marcos 9:37).

O batismo infantil é apenas a expressão dessa realidade. Jesus recebe as crianças no seu Reino e na sua igreja. A mera apresentação não expressa esta realidade, aquela criança não é reconhecida como parte do povo de Deus. Só o batismo incorpora ao povo de Jesus, a igreja Cristã.

Criança sem batismo é criança sem igreja, criança sem igreja é criança sem lar e família espiritual.

batizadoCiente destas verdades as igrejas históricas recomendam aos pais cristãos que apresentem seus filhos e menores sob sua guarda para serem batizados no primeiro mês após o nascimento. Neste ato eles assumem o compromisso educar as crianças ―com a disciplina e os ensinamentos cristãos‖ (Efésios 6:4). Encorajamos os que foram batizados na infância a fazer a Profissão de Fé, que é a cerimônia em que, com consciência, confirmam o batismo recebido na infância.

Nas Igrejas da Comunidade Metropolitana, as comunidades são livres para celebrar ou não o Rito de Batismo de crianças, pois entendemos que o Rito é apenas a celebração de algo que já é realidade na vida da pessoa. Quando um casal deseja batizar seu filho e a comunidade local celebra o batizado, este é apenas a celebração daquilo que já é fato.

A criança é filho ou filha querido de Deus e de seus pais ou mães e já são desde o seu nascimento ou adoção recebidos na comunidade de fé como membro legitimo. O batismo então é apenas a celebração deste acolhimento.

Topo